Díli – Batugade (Como renovar o passaporte de forma simples e ainda aproveitar para dar um passeio)

 

Os teus 90 dias estão a chegar ao fim e ainda queres continuar por Timor. Lê este post e vais ver como é fácil renovar o teu visto e ganhar mais 90 dias.  Só tens que seguir 3 passos:

  1. Deslocares-te  à fronteira mais próxima de Dili que é Batugade.
  2. A pé sais (de Timor Leste) e entras (na Indonésia) vais passando pelos serviços de estrangeiros e vão-te carimbando o passaporte. Fazes o mesmo trajecto mas agora no sentido contrário, sais da Indonésia e entras em Timor Leste.
  3.  Já está! Em 20 min tens mais 3 meses em Timor e não gastas-te dinheiro nenhum com a extensão.

Bem vou então explicar mais detalhadamente.

Batugade – Como ir
  • Moto/Carro – Saíndo de Díli a caminho de Tasi Tolu, só tens uma estrada e é seguir essa estrada até chegar. A estrada está alcatroada, podes apanhar uns trechos menos bons mas nada de especial. Apenas 114 km separam Díli de Batugade, mas como nada aqui se mede em km, esta viagem pode levar 3h. Nós fomos em modo de passeio e demoramos 4h. É impossível não parar nas praias que se vai vendo pelo caminho.

Custo – Apenas o combustível, que na mota foram cerca de 9$ (ida e Volta). De carro 4×4 podes gastar 20$.

  • Transporte Público – No terminal de Tasi Tolu saem as Biskota (bus local) que rumam até sul e a apanhas a que vai para Maliana, e pedes para sair em Batugade. Ao chegares ao centro da vila (uma espécie de rotunda com uma igreja de cor verde alegre) segues a estrada à direita são uns 3 km até chegares à fronteira. A viagem de Biskota pode demorar 4 a 5 horas. Depois só no próximo dia é que tens Biskota para voltares a Díli.

Custo – 12$ bus (preço de ida) mais o alojamento (vi duas guest houses muito simples em Batugade, não sei os preços) e ainda tens que contar com os gastos da alimentação.

  • Vans privadas – A Timor Travel (agência de viagens situada em Audian-Díli) oferece um serviço eficaz numas vans com ar condicionado que te levam à porta da fronteira. Vais e voltas com eles.

Custo – 15$ (cada ida)

Na fronteira – Como proceder

Ao chegares à fronteira verás que todos os veículos têm que estacionar foradas instalações e terás que fazer o resto do percurso a pé. Passas por vários postos de emigração (entrada / saída e vice versa de cada país). Vais preenchendo os pequenos papéis de entrada e saída do país (os mesmo papéis que costumam dar nos aviões) e à medida que vais passando de um lado para o outro o teu passaporte vai sendo carimbado. Ao longo do processo os guardas vão te fazendo umas perguntas mas é só para meter conversa. Apenas na entrado em Timor Leste é que fomos alvos de revista e tivemos que passar pelo detector automático nós e as malas. Curioso que achava que na Indonésia é que iriam ter essa preocupação uma vez que é extremamente proibido a posse de drogas mas lá não nos revistaram entramos e saímos sem qualquer revista.

Nota – A fronteira fecha às 15h30

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A sair de Timor Leste a caminho da Indonésia

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Já na Indonésia a preencher os papéis para sair

Como aproveitar o dia para passear:

Bem cedinho às 7h30 estávamos a sair de Díli, para chegar a Batugade não tem nada que enganar apenas há uma estrada e saindo de Díli em direcção a tasi tolu é seguir sempre em frente passando por Liquiçá, Maubara e por aí fora. Quem ainda não conhece pode aproveitar para ir ver a praia de Tibalau (https://portimor.wordpress.com/2016/08/01/tibalau-beach-a-menos-de-1-hora-de-dili/) como já tínhamos ido à uma semana atrás descartamos, mas paramos numa mais à frente (é difícil dizer o nome ou onde é para virar já que não existe sinalização em Timor). Mas depois da praia Tibalau, talvez uns 20 kms, vais ver umas vistas incríveis sobre uma baía de areia preta e um mar  lindo azul, um cenário idílico com muitas palmeiras. Assim que encontrares um corte (será de terra batida, em principio terás que entrar pela aldeia) até chegares à praia. Uma grande praia completamente deserta. Depois do momento fotográfico continuamos a nossa trip, pelo caminho passasse por muitas aldeias e reparamos nas casas bonitas que há. Diferentes das outras casas que se vêem por Timor. Cada distrito tem a sua arquitectura, por aqui parecem casas de brincar, coloridas (ou de cores berrantes ou com cores pastel). Muito giras, parecem saídas de uma história infantil. Já quse a chegar a Batugade vimos uma placa para ver um lago “Be Malae”, em alguns sítios o governo já coloca placas informativas dos pontes de interesse. Fomos procurar o lago e fomos surpreendidos com uma outra placa “Cuidado Avô Lafaek”, infelizmente não vimos nenhum, bem que andamos lá a procura dele.

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A praia onde não resistimos e tivemos que ir lá

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Para a semana vimos para aqui fazer praia

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As casinhas das aldeias

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Há pois cuidadinho….!!!

Por volta das 12h chegamos a Batugade tratamos do visto e fomos almoçar a Balibó (ao forte que neste momento é um hotel com restaurante). Batugade a Balibó são mais 40 min de estrada boa. Não fica a caminho do regresso a Díli fomos lá para conhecer a vila e o forte.

[Balibó ficou na história de Timor por terem morrido 5 jornalistas Australianos  (na altura da invasão da Indonésia). Em forma de homenagem existe na vila um museu.]

O hotel de Balibó está inserido nas muralhas do forte, tem apenas 8 quartos decorados e equipados segundo os padrões ocidentais. O preço não é para todos 95$ ao fim de semana e 80$ durante a semana, preço com pequeno almoço incluído.

Almoçamos no restautante a carta podia ser mais acessível, preços a rondar o prato 15 a 20$, nós comemos umas sanduiche de frango por 3,5$ eram bem servidas com muito frango, mas nada mais, a avaliar pelo renome do restaurante estava à espera que mesmo comendo umas sanduiches que fossem melhores. Mas pronto quem quer pagar pouco em restaurantes caros, arrisca-se 🙂

Às 14h30 já estávamos a caminho prontos para regressarmos a Díli e ainda chegar a tempo de ver o por do sol da areia branca.

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Balibó hotel inserido nas muralhas do forte

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A vista sobre a montanha e se o tempo não tivesse nublado consegue-se ver o mar

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