Ilha Ataúro

Depois de uma semana “cansativa” e “cheia de trabalho” aproveitamos o fim de semana para explorar Timor. Explorar é a palavra certa para definir o tipo de turismo que se faz em Timor, porque nada é organizado e a informação que há está dispersa por blogues pessoais. Claro quem tiver dinheiro (muito até) pode ir a uma agência, agora quem pretender conhecer o país de forma independente e gastar o mínimo tem que ter espírito aventureiro, ser muito mas muito descontraído, ter paciência e não se chatear com nada. Nós fomos aperfeiçoando estas características e estamos a dar-nos muito bem.
Logo no nosso primeiro fim de semana decidimos que queríamos ir à ilha de Ataúro. Por ser uma ilha ao largo de Díli (a 30km de distância) pareceu-nos ser uma opção fácil e perto para passar o fim de semana. Comecei a pesquisar na net como nos deslocávamos até lá e todos falavam que era necessário, claro ir de barco e que só havia um barco por semana (ao sábado) e ia e vinha no mesmo dia. Mas nós queríamos ficar lá no fim de semana e a única hipótese para regressar no domingo era pagar a um pescador local e fazer a viagem em plena escuridão da noite de domingo para segunda (pareceu-nos assustador e pouco seguro,(mas era uma hipótese viável) ou ainda havia outra solução, que para nós estava fora de questão, era regressar num taxi boat e pagávamos 35€ por pessoa! Ok não perdemos muito tempo a pensar no regresso foi um bocado depois logo se vê.

Uns blogues relatavam que o bilhete era preciso ser comprado um dia antes da partida (sexta-feira) pois no próprio dia poderia ser arriscado não haver bilhete dada afluência de pessoas que se desloca até à ilha. Outros diziam que se podia comprar no próprio dia. Fomos pedir ajuda aos timorense daqui da escola, para nos darem a sua opinião. Mas a dúvida mesmo entre timorenses mantinha-se. Depois de alguma “discussão” se valia a pena ou não comprar com antecedência, nós decidimos ir na sexta comprar. Às 06h00 da manhã já estávamos no local para comprar o bilhete. Definir a hora também foi engraçado. Cada um com a sua sentença. Como as coisas não estão, nem são organizadas então para eles perguntas como “A que horas é…” ou “Onde é..” e “quando é …” não fazem sentido. Como timorenses que são, eles conseguem desenrascar-se e não pensam muito nas coisas mas nós estrangeiros gostamos de ter um plano, algo definido. Estas “discussões” e conversas são engraçadas pois conseguimos já sentir as diferenças culturais.
Chegados ao local já havia pessoas à espera mas ainda não se passava nada, ficamos logo com a sensação que tínhamos vindo muito cedo. Aos poucos começavam a chegar mais pessoas. Viemos a saber que a “bilheteira” só abria às 8h30. Olhem só a seca que íamos passar, porque nem estávamos a guardar lugar, já que fazer fila não existe aqui. Lá estávamos nós juntamente com um aglomerado de pessoas à espera. Como somos portugueses qualquer um mete conversa connosco e até foi fácil passar o tempo. No meio da confusão a bilheteira abre e nós só conseguimos comprar o bilhete passado uma hora e tal. Basicamente quem tinha o braço mais comprido, ou quem conhecia o guarda, ou quem tivesse voz mais grossa para chamar o guarda é que conseguia adquirir o bilhete primeiro. Finalmente já tínhamos o nosso bilhete e o barco partia no sábado às 08h00, a viagem tinha duração de 2h30 min e o bilhete custou $4 por pessoa.

IMG_1668

O aglomerado de pessoas

IMG_1677

Vejam só como é a bilheteira

IMG_1682

Já cá canta o meu bilhete

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s