Os primeiros dias ….

Ultrapassadas as primeiras dificuldades, agora era preciso comprar alguma comida, umas coisitas para o quarto e já nos comportamos como um casal jovem em Timor. No 3º dia fomos ao Timor Plaza, o único shopping em Timor. É um edifício novo, com um hotel integrado, e escritórios, no interior tem apenas dois pisos, com uma área de restauração, lojas variadas (a maior parte lojas de chineses) e tem um cinema com duas salas. É um lugar muito frequentado por expatriados ou Timorenses já com algum poder de compra. Para chegarmos até lá fomos de Táxi com uma rapariga Timorense chamada Mena (Filomena) que namorava com um rapaz que estudava na Sols. Quando ela soube que íamos ao Timor Plaza ofereceu-se logo para nos acompanhar e ajudar. Como era a nossa primeira saída à cidade, foi bom ela ir connosco. Como não tínhamos comido quase nada, decidimos que era necessário “forrar” bem o estômago, e para tal nada melhor que uma burgueta no Burger King (Sim! Em Dili há Burger King e não é só um, são 4). A Mena nunca tinha comido no burguer King e ficou muito contente quando nós dissemos que lhe oferecíamos o almoço. Depois de fazermos as nossas compras no supermercado ainda queríamos ir ao mercado da fruta, onde se compra boa fruta aos vendedores locais junto ao mar. Já estávamos carregados era hora de regressar à escola e regressamos de Microlete. Microlete é o que os timorenses chamam a umas carrinhas que circulam por toda a cidade com muita frequência. As Microletes são carrinhas de 9 lugares muito coloridas (muito Tunning) e é o transporte mais barato em Timor, (paga-se sempre $0,25) por isso muito usado por Timorenses. Em condições normais esta carrinha levaria 6 ou 7 passageiros, para que todos se sentissem confortáveis, mas aqui o significado de confortável é diferente ao nosso. O que interessa é as pessoas se deslocarem e não interessa em que condições, por isso quanto mais cheias melhor e numa carrinha que supostamente seria de 9 lugares podem ir as pessoas que quiserem e da forma mais original possível vão apanhando a microlete. Estão sempre cheias até transbordar, literalmente. Uma outra característica é a música estar sempre em altos berros, não se consegue conversar e arrisco mesmo a dizer que a probabilidade de ficar surdo depois de uma viagem é grande. Depois de passarem umas quantas por nós completamente cheias lá conseguimos ir numa e regressar à escola.  Viemos a saber que a SOLS disponibiliza uma moto para deslocações pessoais e a partir desse dia passámos a ir regularmente às compras numa moto emprestada pela escola.

Agora a única coisa que nos incomodavam era o calor e os mosquitos, mas para isso não havia solução por isso tínhamos de nos habituar.

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