De Ubud – Rumo às praias do Surf

27 de Setembro –Tínhamos em mente ir ver o maior campo de arroz de Bali em Jatiluwih. O Ricardo nem estava com muita vontade: “ir ver mais verde, eu quero ir para as praias”. Em Amed, um casal de Barcelona (a Cristina e o António) que conhecemos no Good Karma Hotel, disse-nos que não valia a pena fazer a viagem só para ir ver o campo, pois não estava todo cultivado e o que nós já tínhamos visto em Tenalalang estava bem mais bonito. Fiquei com dúvidas, mas apetecía-me ir na mesma. A vila também nem era assim tão longe e para mim tudo o que seja ir para o interior, para as montanhas acho que vale sempre a pena. E lá fomos, mas admito que não ficamos impressionados com Jatiluwih, tal como os nossos amigos tinham dito o campo não estava no seu melhor esplendor. Tinha apenas uma pequena parte cultivada mas é na mesma bonito de se ver com a montanha ao fundo. Mas nada que não tivéssemos já visto. Imagino que ver aquele que é o maior campo de arroz todo cultivado deve ser lindo. A viagem não foi em vão, porque é nestas vilas pitoresca que se vê melhor o quotidiano das pessoas. Paramos num ribeiro onde pais, irmãos e amigos banhavam-se nas águas cristalinas, enquanto outros lavavam a roupa. Deu para nos sentarmos com eles tirar umas fotos e comer uma frutinha.
Mas o melhor foi quando vi um agricultor, um local a ir tomar banho como se tivesse em casa. Com tudo ao léu.

Campos de arroz Jatiluwih

Que delicia este momento

Ao início ainda pensei que o homem os ia matar 🙂

Afinal só queria lavar-se

Não tive coragem de tirar de frente:)

Carinha laroca

Após Jatiluwih só paramos na vila costeira Canggu. A costa oeste de Bali é muito procurada pelos mens do surf. E eu não me importo nada ir com o meu aprendiz para estas praias. Enquanto ele se diverte no mar eu divirto-me na areia a observar 🙂
Quando chegamos a Canggu, vimos um aglomerado de locais a entrar para dentro de um terreno. Por curiosidade decidimos parar e fomos atrás da multidão de indonésios e quando demos conta estávamos perante uma luta de galos. Um ambiente só de locais éramos os únicos ocidentais, e eu a única mulher, num ambiente completamente masculino. Não me fascina assistir a tal evento e não fiquei a ver apenas tirei umas fotos ao público, que volta e meia pediam para eu lhes tirar fotos. Mas o Ricardo viu e disse que ao primeiro ferimento a luta terminava. Quero acreditar que seja só isso. No entanto foi um momento interessante estarmos rodeados de indonésios a gritar e a incentivar o galo no qual tinham apostado as suas rupias.

E pronto é isto:(

Eles vibram com as lutas

Não há evento sem comida e qual não foi o nosso espanto quando vimos a comerem leitão assado como o nosso. A Katy soltou o seu lado carnívoro e foi mais corajosa do que eu, sentou-se logo no meio daqueles homens e pediu um prato daquela iguaria. Como comia com satisfação acabei por provar e até estava bom. O aspecto do leitão é muito semelhante, mas enquanto nós comemos ainda em leitão eles comem já com o tamanho de um porco. A pele estava estaladiça, mesmo no ponto. O recheio é parecido ao nosso, com pimenta, mas aqui tem um toque de gengibre. Apesar de já ter o tamanho de um porco, o leitão estava bem temperado e comia-se bem. Ao nosso lado os homens comiam com as mãos mas nós tivemos direito a uma colher e a um garfo. Foi uma facada na nossa dieta asiática mas valeu bem a pena, por 25.000 Rupias  (1,80€) comemos os dois.

Isto já não é um leitão 🙂

Depois da luta dos galos virei atracção 🙂 Queriam que eu (katy) lhes tirasse fotos e ainda tinha que aparecer nas fotos com eles

Canggu é uma zona plana também com muitos campos de arroz  junto à praia. Mas a praia não é nada de especial, a areia é acinzentada, com algas e pedras (corais partidos). Mas é um destino procurado pelas suas ondas e para aqueles que querem alguma confusão mas não tanta como a de Kuta. Aproveitámos a estadia em Canggu para visitar o monumento mais conhecido de Bali, o Tanah Lot, que é a imagem de marca de Bali, onde aparece em todos os postais turísticos. Não nos impressionou, também porque não podíamos entrar e a enchente dos turistas à volta tira o seu encanto. Tanah Lot esta situado num rochedo no meio do mar ficando apenas acessível quando a maré desce. Mas vale a pena ir para ver o lindo por do sol e para ver os surfistas a darem show.

O Ricardo a dar os primeiros passos

Enquanto o Ricardo se diverte no mar, eu divirto-me na areia 🙂

Templo Tanah Lot

Famoso por do sol em Tanah Lot

Como já é um habitué tivemos que andar à procura de alojamento e mais uma vez ficamos numa guest house muito fixe a 3 km da praia.

Damar Emas Guest House – Canggu beach

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