Bali os primeiros 2 dias

Chegádos a Bali, apercebemo-nos logo das boas infraestruturas que a ilha tinha para receber os turistas. É um ilha completa, tem oferta para todo o tipo de turismo. Aqui encontram-se grandes hotéis/vivendas de luxo, para os casalinhos ou famílias que não prescindem do seu conforto e mordomias. Há homestays (alojamento local) para os que gostam mais de algo menos globalizados e mais autêntico. Há ainda bons centros para quem pretende meditar e fazer yoga. Os amantes da natureza podem fazer-se à estrada e percorrer os vários trekking. Mas foi com os surfistas que Bali ganhou fama tendo uma das melhores costas para a prática de surf.

O primeiro dia foi para nos ambientar à ilha e preparar/organizar o roteiro para os próximo dias. Passámos duas noites em Nusa Dua, sendo que a primeira foi só para dormir, já que chegámos tarde ao aeroporto. Escolhemos esta zona por ser próximo do aeroporto, por encontrármos uma homestay barata (Timbins Homestay) com serviço de transfer, de e para o aeroporto e ainda por ter motas para alugar. Num outro post irei falar sobre o nosso alojamento em Bali, que merece um textozinho mais detalhado sobre o assunto.

Diz-se por Bali que Nusa Dua será a nova zona  de turismo, estão a construir e construir desordenadamente hotéis e villas, avenidas, lojas, restaurantes. A obsessão de agradar os senhores endinheirados chega a ser exagerada, ao ponto de, para entrármos numa avenida onde se encontra por exemplo, um hotel de luxo somos mandados parar por policias/seguranças e somos revistados com um detector de metais. Aquilo não serve de nada, mas dá uma imagem de segurança/controlo e é o que os “senhoritos” gostam de ver quando saem da sua zona de conforto. Falámos com o Muny (o dono da homestay onde ficámos) sobre o que vimos e ele próprio também não gosta de ver tanta construção mas o mesmo também diz que de há 3 anos para cá tem tido sempre casa cheia, e isso é o seu sustento.

Nusa Dua ainda guarda um sítio ou outro mais inexplorado, tinha lido sobre umas praias aqui na zona e fomos espreitá-las.

Pantai Pandawa Beach – Aqui foi o nosso primeiro contacto com a praia, com o mar. Estão agora a fazer os acessos, por isso entretanto torna-se viral. É uma praia grande, sem muita gente, tranquilo para passar umas horas.  Almoçámos na praia nuns botecos. Comida simples e rápida que é para irmos logo de seguida ao banho.

PANTAI PANDWA

Pescador local em Pantaia Pandwa

Green Bowl Beach: acredito que esta praia se vá mantendo inexplorada pois só há areia quando a maré desce e o acesso é feito por escada que são cerca (segundo li) uns 200 e tal degraus com uma altura considerável entre eles. Com o calor que estava, eu só dizia “espero mesmo que valha a pena! Ter que subir isto vai ser duro!”. Esta praia ficou no top 3 das praias que gostámos mais. Pela envolvência, por estar praticamente deserta, pela beleza da água (límpida e com corais). Mas para tomar banho foi mais complicado, estava uma corrente fortíssima que nos impedia de aventurar muito.

Acesso à praia

O acesso só é possivel quando a maré desce

Pelo caminho encontram-se muitos bambuínos

Areia cheia de corais

Em jeito de conclusão destes dois dias, não ficámos com a melhor impressão de Bali, apesar de termos gostado bastantes destas praias mais selvagens. Ficámos com medo, será que todo o Bali é assim? Credo, não pode ser! Nós tinhamos que ir à procura da essência de Bali, do quotidiano, das pessoas, das paisagens. E foi aí que decidimos que o melhor seria alugar uma scooter para os 7 dias que nos sobravam e andar pela ilha ao encontro daquilo que mais gostávamos.

Só para terem uma ideia a moto (Honda automática) ficou-nos por 3,50€ por dia (achamos tão barato que nem nos lembramos de negociar, porque se negociasse-mos o preço para uma semana seria ainda mais barato) e se quiséssemos alugar ao mês era apenas 35€. A gasolina é quase dada cerca de 0,50€/Lt. Por isso definitivamente fazer Bali de moto era mesmo a melhor opção, tanto financeiramente como pela liberdade que nos trazia.

Agora fica o Ricardo encarregue de relatar como foram os nossos dias e os trajectos percorridos.

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